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Assim começamos por dizer que, no primeiro dia, o Grupo saiu de Évora às primeiras horas da madrugada em direcção ao Aeroporto de Lisboa, de onde seguiu para Roma no Avião Luís Vaz de Camões voo 834 da TAP.
Também, durante o trajecto para a Cidades de Monte Cassino e Nápoles, tivemos oportunidade de apreciar a beleza que a vegetação proporciona, bem como os montes e colinas, de que entre outros salientamos a Colina de Monte Albano,
por ser segundo a lenda onde nasceram Rómulo e Remo, os irmãos que fundaram no ano 753 a.C a Cidade de Roma.
Ainda digno de realce, a passagem junto da Via Áppia, uma das principais estradas da antiga Roma, que recebeu este nome em memória do político romano Ápio Cláudio Cego, cuja construção se iniciou no ano 312 a.C numa distância de 300 quilómetros de Roma a Cápua , tendo posteriormente, após ter sido ampliada, atingido uma extensão de 600 quilómetros, sendo considerada a Rainha das Estradas ( Regina Viarum, em latim).
Ao fim da tarde chegámos a Nápoles, cuja origem remonta da Antiga Cidade Grega de Neapolis. É a 3ª. Cidade mais populosa de Itália, a seguir a Roma e Milão, com 1.000.000 de habitantes, sendo conhecida pela sua história, música, encantos naturais e, por muitos chamada como sendo "um museu aberto".
O hotel onde ficámos instalados está situado junto ao Porto, o segundo mais importante de Itália a seguir a Génova, e da Baía pelo que foi possível verificar a sua grandiosidade e assistir ao lindo "Pôr do Sol" um fenómeno sempre digno de se apreciar.
No segundo dia, após o pequeno almoço, o grupo seguiu em direcção a Pompeia, a Cidade que ficou soterrada por cinzas e pedras no ano 79 d.C., a fim de participar na visita guiada às suas ruínas descobertas no século XVII.
O Vesúvio, cuja última erupção foi em 1944, encontra-se adormecido, apesar do vulcão se encontrar vivo e poder acordar de um momento para o outro, pelo que se enconra a funcionar, no Monte Vesuviano perto da cratera, um Laboratório que estuda diariamente toda a sua situação.
Apesar de tudo isto, três milhões de pessoas vivem na zona do vulcão, com a guia que nos acompanhou a morar na zona vermelha (a mais perigosa).
Antigamente, o Vesuvio, só tinha um buraco e actualmente tem dois, sendo um de cor verde escura e outro de cor castanha clara.
A visita ao percurso turístico, durou cerca de hora e meia, correspondeu à expectativa, pelo que alguns dos elementos manifestaram interesse em voltar novamente à Cidade de Pompeia.
Depois da visita, o Grupo participou na Missa celebrada, na Capela da Virgem do Rosário na Catedral de Pompeia sita na Cidade Nova, pelo Reitor da Paróquia de Santo Antão, Cónego Manuel Maria Madureira da Silva acompanhado pelo acólito Augusto Jacinto.
A Catedral foi mandada construir pelo advogado Bartolo Longo, um descrente convertido, e actualmente Beato, com a finalidade social de atender os pobres da região. Foi também o fundador das Obras de Caridade da Cidade de Pompeia.
A devoção a Nossa Senhora e a caridade exercida contribuiram para que se tornasse em Santuário e ao mesmo tempo o mais importante do Sul de Itália.
Após o almoço o grupo percorreu a Costa Amalfitana ou Costa de Amalfi, uma costa com 60 quilómetros de litoral, de grande beleza natural, na Província de Salermo, classificada pela UNESCO desde 1997 como Património Mundial da Humanidade, compreendendo as comunas de Vietri Sul Mare, Cetara, Tramonti, Maiori, Minori, Ravello, Scala, Atrani, Amalfi, Conca dei Marini, Furore, Praiano e Positano.
É considerada a Costa mais linda do Mundo, devido à extraordinária vista panorâmica, paisagem típica e linda com bosques de castanheiros e árvores frondosas, pequenas povoações alcandoradas nas encostas escarpadas sobre o mar, cheias de emoção, encanto, fantasia, ilusão e imaginação, que nem as fotos conseguem por vezes mostrar na sua plenitude, mas também a mais perigosa e ofensiva , principalmente para os que sofrem de vertigens, numa Costa cheia de curvas.
A principal e maior Cidade da Região é Amalfi, que para além da beleza natural, possui uma linda Catedral onde se encontram as relíquias de Santo André, para além das de outros Santos, que por diversas razões chegaram a esta Cidade Italiana.
Ao fim da tarde, houve o regresso a Nápoles onde, tal como no dia anterior, depois de jantar, grande parte do grupo efectuou uma visita pedonal por algumas das Ruas e Vielas circundantes que serviu para se tomar conhecimento da vida nocturna de Nápoles nas suas diversas vertentes.
No terceiro dia, após o pequeno almoço, o grupo participou na Missa na Catedral de Nápoles, celebrada pelo Reitor da Paróquia de Santo Antão, Cónego Manuel Maria Madureira da Silva acompanhado pelo Acólito Augusto Jacinto.
Na Catedral encontra-se sobre o Altar o Busto-Relicário de San Gennauro (São Januário) que segundo se diz contém o crânio do Mártir e, a Capela do Tesouro é o verdadeiro símbolo como homenagem do povo Napolitano a San Gennauro, o Santo Padroeiro, por ter libertado a Cidade dos flagelos da fome e da peste do século XVI.
Depois, o Grupo efectuou uma visita pedonal guiada à parte antiga, também denominada Cidade Antiga, cujo Centro Histórico foi considerado Património da Humanidade pela UNESCO, de que salientamos, para além dos seus muitos e variados monumentos e edifícios, as conhecidas Ruas dos Presépios, pela variedade e quantidade que se encontram em exposição e/ou para venda nos muitos estabelecimentos e pelo que representam para os cristãos e para os coleccionadores desta temática religiosa. Também as várias qualidades de massas expostas, merecem admiração.
Por sua vez, os diversos bares, nas Ruas circundantes, apresentam as mais famosas Pizas, ou não fosse Nápoles a Terra Natal da PIZZA, para gáudio dos que apreciam esta iguaria Italiana.
Por isso, apesar da maioria serem pequenos bares com poucas mesas e cadeiras e, os de maior dimensão só procederem à sua abertura pelas 12 horas, foram muitas as pessoas que aproveitaram a oportunidade, durante o percurso, para saborearem a PIZZA Margarita.
Depois do alojamento no Hotel Pinewood e do jantar alguns elementos do grupo fizeram o já tradicional passeio pelas redondezas, enquanto outros aproveitaram as instalações exteriores para apanharem o fresco da noite e finalmente outros pesquisaram as notícias através da internet, entre as quais se destacou o evoluir dos acontecimentos do jogo entre o Benfica e o Sporting.
No quarto dia, após visita panorâmica, o grupo, seguiu para o Estado do Vaticano, a fim de assistir, na Praça de São Pedro, ao Ângelus pelo Papa Francisco, cujo conteúdo do texto e forma de expressar de Sua Santidade impressionou e merece a melhor e maior reflexão.
Este acontecimento fez-nos recordar o ano de 2010 quando, em Castelo Gandolfo, assistimos ao Ângelus pelo Papa Bento XVI.
Ao fim da tarde foi celebrada Missa na Igreja de Santo António dos Portugueses pelo Reitor de Santo Antão , Cónego Manuel Maria Madureira da Silva, acompanhado pelo Padre Agostinho (Reitor da Igreja há 19 anos , ou seja no ano em que iniciámos os nossos Passeios-Peregrinações) e pelo Acólito Augusto Jacinto, tendo sido outro acontecimento digno de registo do dia 31 de Agosto.
Contudo este dia ainda nos reservava outro acontecimento, pelo que, ao jantar, para além de ter sido servida uma sopa de legunes, em substiruição do prato de pasta (massa) foi comemorado o 20º Passeio, não faltando por isso o bolo com as respectivas velas e champanhe.
Por curiosidade, dizemos que o primeiro passeio se realizou a 29 de Junho de 1995, Dia de São Pedro e que no vigésimo estivémos na Praça e na Basílica de São Pedro.
As visitas, guiadas, panorâmicas e pedonais efectuadas, proporcionaram ao Grupo conhecimentos muito vastos sobre a Cidade Eterna, salientando-se que jamais terá arranha-céus, uma vez que nenhum edifício pode ultrapassar em altura a cúpula da Basílica de São Pedro e que o Vaticano tem independência total por acordo de 11 de Fevereiro de 1929.
De tudo o que se viu e observou começamos por destacar a Basílica de Santa Maria Maior que, como o seu nome indica, é a maior dedicada à devoção a Santa Maria, tendo sido construída no local onde nevou em pleno verão depois da aparição da Virgem. O seu tecto foi dourado com o primeiro ouro vindo do Brasil. A Devoção Mariana é muito grande, pelo que são raras as esquinas onde não existe uma Imagem de Nossa Senhora.
A Escada Santa com 28 degraus, os que Jesus subiu para chegar a Poncio Pilatos. A Basílica de São João de Latrão, a mais antiga e também a mais importante depois da de São Pedro, é a Catedral de Roma, a Catedral do Bispo de Roma( que é o Papa).
Devido às mais diversas obras de restauro, que se encontram em grande azáfama, não terem permitido a verdadeira apreciação da totalidade das
suas belezas, como a Fonte de Trevi, Praça de Espanha e Coliseu, entre outras.
No entanto, pode-se observar a grande diferença que existe na parte que já foi recuperada e, a que ainda não recebeu o respectivo tratamento.
A Fonte de Trevi, a maior Fonte Barroca de Roma construída em 1735, apresenta no centro a estátua de Oceano sobre um carro puxado por dois Titões e a concha inferior que simboliza o mar, pelo que é habito deitar-se uma moeda, a fim de se voltar a Roma, o que não sucedeu desta vez devido às obras. Contudo como a necessidade é mestra de engenhos, muitos são os que deitam a respectiva moeda junto da Fonte.
O Panteão, também conhecido por Panteão de Agripa, é o único edifício da Época Greco-Romana que se encontra em bom estado de conservação.
A Colina de Palatino, os Foros Imperiais onde foi instalado o primeiro "Centro Comercial" da História com 5 andares e 150 estabelecimentos e, a Coluna de Trajano que é uma das obras-primas mais originais da Romanidade, o Circo Máximo e as diversas Praças, de que salientamos: de Espanha, Navona e Veneza.
A Praça de Espanha, uma das mais deslumbrantes, é ponto de encontro diurno e nocturno de Romanos e Turistas. A Fonte no centro da Praça na forma de um barco foi construída pela chegada ao local de um Barco durante a inundação do Rio Tibre em 1598.
A Praça de Veneza com o monumento a Victor Emanuel ou Monumento ao Soldado Desconhecido e o Palácio Veneza cujo interior é séde de um interessante museu.
A Praça Navona, onde há três fontes, é uma das mais célebres e importantes com a particularidade da sua forma se assemelhar à dos Antigos Estádios da Roma Antiga.
O Arco de Constantino, grande Arco Triunfal, o Circo Máximo e o Coliseu (o ex-líbris de Roma) nome por que é conhecido o Anfiteatro Flávio, cuja construção foi iniciada no ano 72 por Vespasiano sob o Lema "Pela Glória do Imperador e Alegria do Povo".
Também a visita da Basílica de São Pedro in vinculis - recordando as correntes com que São Pedro foi acorrentado, com a célebre e maravilhosa estátua "Moisés" de Miguel Ângelo,correspondeu à expectativa.
Finalmente a visita, no Estado do Vaticano, da Basílica de São Pedro, onde o Grupo apreciou a sua grandeza e beleza, bem como o que representa para a Cristandade e para todo o Mundo. A Basílica que na faxada apresenta um amplo Pórtico Central, com uma série de 9 balcões, entre os quais o denominado "Loggia delle Benedizione", de cuja janela Sua Santidade distribui a Bênção "Urbi et Orbi".
Muito tinhamos para assinalar, mas apenas citamos que a Porta Central ostenta as figuras de São Pedro e São Paulo e, que a última à direita é a Porta Santa. Várias são as Capelas, desde a "Cappella della Pietá" com a famosa obra de Miguel Ângelo representando Cristo nos braços de Sua Mãe até aquelas em que se encontram os túmulos de São João Paulo II e São João XXIII entre outras e todas dignas de serem referenciadas.
A gigantesca cúpula com a altura de cerca de 120 metros sustentada por 4 pilastras, na face das quais se encontram escavados 4 nichos que contêm as estátuas de Santa Helena, Santa Verónica, São Longino e Santo André.
Após o almoço no Restaurante e das últimas visitas o Grupo seguiu para o Aeroporto de Fiumicino, a fim de efectuar as formalidades de embarque.
Como complemento dizemos que, apesar da greve de algum pessoal da TAP, a partida de Roma verificou-se apenas com um atraso de 1 hora e 35 minutos.
Por isso e porque toda a viagem de regresso decorreu com normalidade, incluindo as formalidades de desembarque no Aeroporto de Lisboa, o Grupo chegou a Évora cerca da 1 hora do dia 2 de Setembro, ou seja 118 horas depois de ter saído no dia 28 de Agosto , terminando da melhor forma o 20º Passeio-Peregrinação da Paróquia de Santo Antão.
ARMANDO RIBEIRO
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