Em 27 de Janeiro de 1945, foi conseguida a libertação de Auschewitz, pelo que no dia em que se comemora o 70º aniversário, o Mundo celebrou o Dia Internacional da Memória do Holocausto, instituído em 2005 por uma resolução das Nações Unidas.
Neste dia que jamais poderá ser esquecido, a fim de tudo se fazer para evitar que surjam novos campos de tão triste memória, recordamos São Maximillian Kolbe o Mártir da Caridade e Apóstolo de Consagração a Maria.
Assim, começamos por dizer que Maximillian Kolbe, nasceu na Cidade Polaca de Zdunnka Wola, que fazia parte do Império Russo, com o nome Rajmund Kolbe a 8 de Janeiro de 1894, ou seja no ano em que os Salesianos chegaram a Portugal.
Foi prisioneiro em Auschewitz , onde se ofereceu como voluntário para morrer de fome e sede, em substituição de outro prisioneiro.
Fundou em 16 de Outubro de 1917 o Apostolado Mariano "Milícia da Imaculada" e editou a Revista Cavaleiro da Imaculada.
Foi preso em 17 de Fevereiro de 1941, depois de ter sido libertado quando tinha sido preso em 1939, indo para a prisão de pawiak, de onde foi transferido a 25 de Maio para Auschewitz como prisioneiro nº. 16 670.
Em Julho um dos prisioneiros da sua camarata fugiu, pelo que como represália foram enviados dez prisioneiros para a cela do bloco 13 (conhecida por tortura) com o fim de morrerem de fome e sede.
Perante tal situação o prisioneiro nº. 5 659, que fazia parte do grupo dos dez, lamentou-se por deixar mulher e filhos, pelo que Maximillian Kolbe num gesto que só se consegue explicar, pela maneira como orientou a sua i vida no Apostolado Mariano, resultado da visão de infância da Virgem Maria e, num exemplo humano de amor, caridade e bondade, ofereceu-se como voluntário para o substituir.
O seu oferecimento foi aceite. Contudo duas semanas depois só quatro dos dez homens sobreviviam, pelo que foi decidido executá-los com uma injecção de ácido carbónico.
Faleceu no dia 14 de Agosto de 1941, tendo sido beatificado pelo Papa Paulo VI a 17 de Outubro de 1971 e, canonizado pelo então Papa João Paulo II em 10 de Outubro de 1982 como São Maximillian Kolbe.
À canonização assistiu Franciszek Gajowniczek o prisioneiro nº. 5 659 que foi substituído por Maximillian Kolbe e que conseguiu sobreviver aos horrores d Auschewitz.
Muito se tem dito e escrito, pela nossa parte dizemos que não há palavras que consigam transmitir tudo o que ainda se observa naqueles campos de triste memória. Contudo dizemos também que apesar de tudo aqueles campos deverão ser visitados, não como turismo, mas como meditação e reflexão.
Como atrás dissemos a sua vida foi fortemente influenciada por uma visão de infância da Virgem Maria, que ele próprio descreveu mais tarde e,que citamos:
"Naquela noite, depois de ter visto a Mãe de Deus com duas coroas: uma branca e outra vermelha; perguntei o que pretendia de mim, como resposta a Virgem Maria disse-me que a branca representava pureza e a vermelha que me tornaria mártir e, se estava disposto a aceitar? Respondi dizendo que aceitava as duas" .
Como verificaram falámos de São Maximillian Kolbe, pelo facto do Mártir da Caridade ter orientado toda a sua vida pela visão de infância da Virgem Maria.
Por isso e como complemento e para dissipar dúvidas dizemos que há um missionário salesiano com o nome de Maximiano Kolbe, congolês (República Democrática do Congo).
ARMANDO RIBEIRO
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