Quarta-feira, 11 de Dezembro de 2013

ESTAMOS NO NATAL

 

Desde os tempos mais ancestrais que se diz e com razão que os factos se repetem na história.

Neste contexto e, apesar de todos os condicionalismos, por julgarmos que o artigo que publicámos em Dezembro de 2008 se encontra actualizado, voltamos hoje a publicá-lo, sem alterações, uma vez que na essência pode-se aplicar à situação que enfrentamos.

Desta forma torna-se necessário fazer-se uma análise à evolução dos acontecimentos desde então até aos dias de hoje, a fim de que se consiga alterar a situação para que não se diga que tudo continua na mesma e que piorou nalguns casos.

 

"ESTAMOS NO NATAL"

 «O Natal apesar de tudo continua a ser a festa que melhor interpreta ou "imita" o conceito de Família em qualquer parte do Mundo e, para não fugir à regra também na Cidade de Évora.

Na maioria dos casos nos dias de hoje a sua comemoração é um pouco diferente do que se fazia há alguns anos atrás, sem ser necessário recuarmos muito no tempo.

No entanto a alteração não tirou a forma e o sentido sobre o fim a que se destina e se pretende ou seja a união familiar extensiva a outras pessoas, mesmo que se fique só pela intenção nesta quadra.

A noite do dia 24 também denominada do "Menino", do "Pai Natal" da "Consoada" ou simplesmente "Noite de Natal" é preparada normalmente até ao mais pequeno pormenor, quaisquer que seja a situação socioeconómica e religiosa para todos os que comemoram o nascimento do Menino Jesus ou se servem da data para uma festa familiar.

A diferença resulta ùnicamente das possibilidades nos gastos financeiros a suportar e da forma de organização de cada um.

Antigamente era hábito colocar na lareira da maioria das habitações um madeiro a arder, geralmente de azinho, a fim de tornar realidade o que se dizia aos mais pequenos que servia para aquecer o Menino Jesus, segundo uns ou o Pai Natal segundo outros, quando desciam pelas chaminés, para deixarem as prendas nos sapatinhos colocados para o efeito.

As reacções principalmente das crianças quando na manhã do dia 25 abriam as prendas, que não excediam a meia dúzia, "trazidas" na noite da consoada eram bastante interessantes e, dignas de registo pela espontaneidade das respectivas expressões na sua inocência e simplicidade.

Nas Cidades no que diz respeito ao madeiro, devido às novas construções e utilizações das habitações apenas é recordado pelos que são acesos em certos locais e muitas Localidades por algumas Entidades e particulares, a que não faltam normalmente as tradicionais figuras do presépio (Nossa Senhora, São José e o Menino Jesus, sem esquecer a vaca e a mula), continuando a ser do agrado da maioria, quer sejam miúdos ou graúdos.

Em relação às prendas e, por que as crianças têm conhecimento muito cedo de quem as oferece, para além de grande quantidade, muitas vezes em excesso, foi ultrapassada a curiosidade de outros tempos e alterada a hora da sua abertura.

Contudo ainda é gratificante e de primordial importância ver os pequeninos quando chega a hora da sua abertura, quer estejam ou não colocadas na árvore de Natal.

A abertura começa antes da meia-noite para evitar que o "Zé Pestanudo" tome conta daqueles em que é dedicado em primeiro lugar aquele momento da Noite de Natal.

A Noite de Natal continua a ser considerada e a "imitar" muito bem a Festa da Família, pelo que a denominada "Noite da Consoada" serve para que mais não seja para o reencontro com os que partiram para outros locais pelos motivos mais diversos, mas que na Quadra Natalícia não se esquecem dos seus familiares e das Localidades que os viram nascer e, especialmente para uma refeição em conjunto.

Tal como as alterações verificadas em relação às prendas também devido à influência das pessoas de outras regiões que se fixaram nas diversas Cidades, a ceia da consoada introduziu muitas variedades na sua gastronomia, o que a tornou mais universal do que regional ou local.

Contudo o bacalhau e o peru continuam a ser os pratos mais comuns e preferidos pela tradição a nível do País, acompanhados com as belas couvese regados com vinhos de melhor ou menor qualidade, de acordo com as condições financeiras de cada um.

Pot rudo isto na Quadra Natalícia parece que tudo corre às mil maravilhas e, que durante o ano ninguém se esquece dos desprotegidos e dos familiares que estão em lares, estabelecimentos hospitalares ou mesmo nas suas casas em deficientes condições e que todos nos damos muito bem, quer no auxílio como no apoio em todos os aspectos e circunstâncias.

Mas como o óptimo é inimigo do bom e, por que o homem como ser humano para além de ser um animal de vícios, erra com muita facilidade e se torna esquecido por dá cá aquela palha, nem tudo corresponde à realidade, contribuindo para o mundo falso, mentiroso e hipócrita em que vivemos.

Dado que o dia 26 de Dezembro chega muito rápido, esquecemo-nos de todas as promessas que fizemos quer através de boas palavras como em ofertas das mais variadas e, voltamos à prática das mesmas acções, dos mesmos erros e, das injustiças no verdadeiro sentido da palavra.

O dia 31 ou final do ano está próximo e, o que interessa é a folia da noite de São Silvestre.

Contudo como donos das verdade que julgamos ter, pretendemos que nos que a razão está do nosso lado, sem olhar a meios , mesmo que não seja essa a situação real.

Não basta apresentar, escrever ou enviar cartões, telefonemas, e-mails, etc., com as mais belas e lindas frases de Boas Festas, Festas Felizes, Feliz Natal, Bom Natal e Santo Natal e, depois pelas costas, como soe dizer-se, não cumprirmos a palavra de oração ou tradição, para não lhe chamar o que habitualmente se denomina por "facadas".

Pelo mesmo motivo podemos afirmar que se pode comparar ao que se diz sobre o aperto de mão, como prova de consideração ou estima, quando muitos dos que apertam a mão, têm-nas às vezes sujas não por que não as lavam, mas sujas de hipocrisia.

As iluminações com pompa e circunstância na maioria dos casos servem como atracção e para dar melhor imagem às Cidades, chamando a tenção de todos, proporcionando a visita e afluência de muitas pessoas com reflexos em todos os aspectos, principalmente no comercial muito importante e necessário para a vivência das sociedades.

Que significa celebrar o Natal desta forma, estaremos ou não a desviar-nos do verdadeiro sentido do Natal, apesar de nos referirmos à quadra natalícia como celebração de paz e harmonia, solidariedade e amor fraterno.

Todas as palavras serão sinceras ou apenas sentimentos para uma quadra com um ambiente deslumbrante de cor, luz e música, mas artificial.

Em ano de crise declarada, porque na realidade há muito que ela existe, espero que esta simples crónica sirva de meditação e reflexão para que o Natal não se resuma a alguns dias do mês de Dezembro, mas aos dias todos do 12º. mês do calendário e ainda aos dos outros onze meses.

Que assim seja por que o Mundo seria muito melhor e, a amizade e solidariedade seriam muito mais verdadeiras em toda a acepção da palavra.»

 

Que no futuro esta crónica seja desmentida são os nossos votos.

 

ARMANDO RIBEIRO

 

publicado por armandoribeiro às 19:36
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